sexta-feira, 12 de outubro de 2012




Relato da experiência do Projeto Aprendo e Ganho

 No início de 2011 constatamos pela Ata de Rendimento Escolar que os índices de aprovação estavam baixos e os índices de reprovação estavam muito altos em algumas turmas das séries iniciais. Principalmente nas que ficaram de fora do Programa Alfa e Beto, que antes só propiciava as turmas do 1º e 2º Anos. Precisávamos de uma estratégia que demonstrasse efetivas melhoras na aprovação, assim como na participação mais ativa dos pais nas lições enviadas para casa, que muitas vezes voltavam do mesmo jeito que iam. Os alunos pareciam desestimulados a permanecerem nas aulas, Os professores, por sua vez, acompanhava-os nessa falta de estimulo e seus trabalhos não rendiam.
Nesse contexto, o projeto Aprendo e Ganho foi elaborado no final do 1º semestre de 2011 com o objetivo de melhorar o desempenho acadêmico dos alunos do Ensino Fundamental, adaptando-os ao ritmo e as exigências educacionais da escola e dos novos tempos, bem como levá-los ao reino da contemplação do saber a partir do que lhes é ensinado em cada disciplina. Colocado em prática, portanto, no segundo semestre de 2011.
Ele foi inspirado a partir de uma ação da Igreja Adventista do Sétimo Dia que pontuava os jovens por cada trabalho missionário. Aqui na escola se deu a partir da participação ativa dos alunos em seu âmbito, sobretudo, na sala de aula, onde é realizada a ação pedagógica dos professores.
Com o intuito de prender os alunos na sala, fazendo-os com que prestassem mais atenção nas aulas e aprendessem, os professores explicaram para os alunos que cada vez que eles trouxessem os deveres de casa respondidos, participassem mais das aulas e se comportassem ganhariam alguns pontos que se transformariam em um valor. Esse valor era anotado em uma espécie de cheque e que eles poderiam comprar coisas com ele em um determinado dia.
Os alunos ficaram bem eufóricos para ganhar um bom valor no cheque e começaram a mudar seu perfil.
Quando algum deles resolvia fazer alguma coisa que não estava de acordo com as regras, logo era lembrado pela professora: “Lembre-se do chequinho!” Dizia ela. Lembrando a eles que sempre tinha em mãos uma ficha com o quadro demonstrativo para fazer anotações sobre comportamento, participação, para casa e alguma atividade extra.
O clímax desse projeto se deu com a realização da Feira, onde os alunos, com a posse do seu cheque recebido dos professores, fizeram compras no dia da culminância.
Embora o cronograma do projeto sugestionasse que fizéssemos 03 (três) culminâncias por semestre, ficou dispendioso para os nossos bolsos dos professores, pois todo o material para ser “vendido” na feira foi comprado por eles, juntamente com a equipe diretiva. Por isso, ficou decidido que faríamos somente uma vez por ano na mesma semana, já que de qualquer maneira é de costume da escola presentear aos alunos com alguma coisa nessa data.
 O projeto foi idealizado para abranger todo o Ensino Fundamental, no entanto, somente as séries iniciais participaram dele (1º ao 5º Anos). Os professores que lecionam nas séries finais não aceitaram as justificativas da autora e não quiseram participar. Mas, foi muito bem aceito pelos pedagogos que resolveram repetir todos os anos.
Os alunos aprenderam valores monetários, faziam comparações, escolhiam, aprenderam a comprar, a trocar, até pechinchar. Como se estivessem em uma feira de verdade, e ainda por cima, eles tiveram que saber administrar o dinheiro que tinha em mãos. Os mais velhos ajudavam os mais novos, os irmãos dividiam seus bens e todos saíram ganhando. Tudo isso sem contar com o que aprenderam na sala de aula a partir da iniciação do projeto.
O primeiro Aprendo e Ganho aconteceu na semana da criança em outubro do ano passado. Neste ano realizamos o segundo no dia 11 deste mês e foi uma festa muito mais bonita.
Podemos verificar nas fotografias do ano passado que em frente ao pátio da escola, os alunos aguardavam ansiosos para gastarem seu “dinheiro” em forma de cheque, enquanto que os professores davam os últimos toques nos preparativos. Alguns pais vieram ajudar na venda dos produtos, outros ajudaram seus filhos nas compras.
Cabe considerar que os resultados obtidos com o projeto realizado, por certo, serviram-nos de referência, apoio e incentivo à construção de outros trabalhos.  Elucidamos, pelo menos em parte, o problema da reprovação nas séries iniciais, em particular, nas turmas do 3º e 4º Anos, conforme constatamos na comparação das Atas do Rendimento Escolar do ano de 2010 e 2011. Por isso, o projeto reflete positivamente os caminhos adotados pelos educadores com vistas ao efetivo sucesso escolar.
Por este Projeto, discutimos a necessidade e a urgência de um aprendizado efetivo, onde cada aluno pôde investir em seu tempo dentro da escola, em sua disposição em aprender, e, até mesmo melhorar o desempenho daqueles que já eram considerados “bons alunos”, onde também implicou com o exemplo que é mostrado por esses em sala de aula, para que outros pudessem participar da mesma evolução da aprendizagem.
Esperávamos que este trabalho contribuísse para fomentar o conhecimento dos alunos, desenvolvendo neles a consciência da necessidade de uma educação própria e constante. Por conseguinte foi o que aconteceu: A frequência e assiduidade dos alunos nas aulas melhoraram, os índices de reprovação diminuíram, os pais participam mais na vida escolar dos seus filhos, portanto, a qualidade da aprendizagem agora é outra.

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